No Fala Você Notícias desta terça-feira (1), recebemos Barbara Pestalozi, enfermeira obstetra, especialista e consultora em amamentação e furo de orelha humanizado. Ela falou sobre a Semana Mundial do Incentivo à Amamentação.
De acordo com Barbara Pestalozi, a semana da amamentação foi criada em 1992, após o encontro em 1990 pela UNICEF, quando perceberam que a mortalidade mundial das crianças estava aumentando. Visto isto, eles pesquisaram e chegaram à conclusão de que a maioria do que provocava a mortalidade era o desmame precoce do aleitamento materno das mães. Com isso, eles resolveram se unir e criar declarações, no UNICEF em 1990, com a declaração de inocente. A partir disto, criaram a UABA (Aliança Mundial de Ação Pro Amamentação).
Em 1992, eles criaram a Semana de Incentivo à Amamentação: “De lá pra cá, vem se discutindo sobre a importância da amamentação e incentivando. E a gente percebe que esta semana, ela é mais um movimento político, não só de incentivo para as pessoas que amamentam, mas também, para as representações públicas e a comunidade como um todo, para fortalecer aquela família que amamenta, consiga amamentar. Não só o ato da amamentação, que faz a mãe amamentar e ter o sucesso na amamentação, existem outras coisas que percorrem, que estão ao redor da amamentação”, disse. Dentre as coisas que estão relacionadas à amamentação, ela disse, por exemplo, o incentivo exacerbado do uso da fórmula e as propagandas da fórmula. Por consequência disto, ela disse que, por vezes, a mãe vai em busca da fórmula e não de informações para que ela possa conseguir amamentar.
Dentre os benefícios da amamentação para a mãe, ela destacou: a redução do sangramento pós-parto na mãe; evita a anemia; protege contra o câncer de mama; evita osteoporose; previne doenças cardiovasculares; intensifica o vínculo entre a mãe e o filho. Entre os benefícios para o bebê, ela pontuou: diminui riscos de diarreia; fortalece o sistema imunológico; diminui a chance de desnutrição; diminui o risco de obesidade; evita o aparecimento de problemas ortodônticos e faciais e estimula o desenvolvimento cognitivo e intelectual.
Apesar de muitas mulheres se negarem a amamentar por acreditarem que os ceios podem cair, a especialista explica que tudo que cria volume pode cair se não for sustentado, e que isto pode acontecer amamentando ou não.
Além do evento Help Sou Mãe, na semana da amamentação, irão fazer orientações via Instagram. No dia 12, terão um evento juntamente com o grupo Simone Matos e a One Store, estarão fazendo um evento no Stella aberto às gestantes e às puérperas. Para participarem, devem fazer uma inscrição por meio da One Store. Neste evento, irão discutir sobre os benefícios da amamentação e sobre o que fazer diante das dificuldades. Terão também uma fala da pediatra e fisioterapeuta Jessica, que estará falando sobre a influência da fisioterapia na amamentação.
Ela disse que, a nível mundial, estão expondo nas redes sociais imagens de seios para poderem levar reflexão sobre a importância da amamentação. No Brasil, ela disse que está acontecendo várias palestras acerca do tema. E, aqui em Guanambi, nos PSFs, estão tendo palestras de incentivo à amamentação e dos benefícios. Tudo isso, com o objetivo de levar a mensagem para a mãe sobre a importância de amamentar; que o leite não é fraco e que, no retorno do trabalho, ela consegue amamentar e seguir com a amamentação com as orientações e com os profissionais que apoiam a amamentação do seu lado.
Conforme Barbara, o tema central da campanha de amamentação deste ano gira em torno das mulheres que trabalham e amamentam. Ela informa que a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e a OMS (Organização Mundial da Saúde) defendem a amamentação até os dois anos. Ela orienta que a mãe, ao ir trabalhar, pode tirar o leite na bombinha e deixar na geladeira para que o bebê possa alimentar, pois, acredita-se que, quanto mais o bebê mama, mais a mãe irá produzir o leite. O ideal é que, quando a mãe volte do trabalho, faça a retirada do leite, isto, para que ela possa estimular a ter mais leite.
Em relação ao colostro, ela disse que ele é rico em células de defesa, glóbulos brancos, considerado a primeira vacina no bebê. Apesar de ser uma água que muitos pensam ser fraco, ela assegura a alimentação e nutri o bebê. Isto porque o colostro tem a quantidade de nutrientes e energias para aquela criança naquele momento. Esta água passa de colostro para um leite de transição e, logo após, passa a ser um leite maduro. Ela disse que, no leite materno, cientistas já acharam anticorpos específicos para o vírus específico em que a mãe e o filho pegaram, por exemplo.
A especialista relata que, na pandemia, houveram muitos boatos dizendo que a mãe não podia amamentar, fazendo com que muitas mães desmamassem os filhos na pandemia. Por isso, a campanha deste ano está esforçando sobre a importância de amamentar, para que se diminua as disseminações de falsas ideias sobre a amamentação, que houve na pandemia. Contudo, ela disse que, na fase do desmame, o pouco que a criança mama também é o suficiente para o alimentar naquele momento, mesmo que a criança já coma comida.
Dê um clique no vídeo, ou, no áudio e confira a entrevista completa.

Assista o áudio da entrevista:
Assista o vídeo da entrevista:
Edição: Dani Rodrigues (MTBE 6757) e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias