Profª. Ma. Samantha Costa, enfermeira, mestra em saúde coletiva, socióloga em formação, professora da UNEB e do Centro Universitário UniFG, integrante do Grupo de Pesquisas “Gênero, Saúde e Populações Vulneráveis” (GSPV), fala sobre vulnerabilidade feminina frente à pandemia.
Vulnerabilidade feminina é um tema pouco discutido nos veículos de comunicação regional. Enxergando uma grande necessidade em discutir sobre o assunto a jornalista Neide Lu buscou a professora Samantha que é estudiosa do assunto.
O contexto pandêmico tem acentuado a violência doméstica conforme pesquisas publicadas em veículos de comunicação no mundo. A professora Samantha começa a entrevista com uma frase intimando todas as mulheres quando diz “nós precisamos fazer valer a nossa voz”, ou seja lutar contra tudo que leva ao sofrimento desta mulher.
Segundo Samantha as vulnerabilidades são muitas, a mulher está exposta aos vários tipos de violência que é praticada no âmbito intradomiciliar, e essa violência não é praticada apenas por um parceiro íntimo, ela é praticada por um tio, pelo pai, por um avô, por um primo, por um parente, “daí pressupõe-se que ela (mulher) esteja segura, mas os dados mostram que a casa, o domicílio é um espaço mais perigoso por a mulher estar”.
De acordo a mestra, ser mulher em sociedades patriarcais é um fator de risco. O medo de sair sozinha, o medo de usar uma roupa mais sensual que expõe nosso corpo que é considerada pela sociedade um chamariz para o estuprador, são consideradas vulnerabilidades cotidianas.
Outro ponto considerado pela entrevistada é que a pandemia impôs as atividades remotas que sobrecarregaram essa mulher, e também deixou essa mulher mais exposta ao seu agressor. “Essa mulher se torna vulnerável em casa porque ela é responsável por todos os afazeres da casa, trabalhar remotamente, cuidar da educação dos filhos, e o fato de existir a cultura da economia do cuidado em que essa mulher é responsável por cuidar do outro faz com esta mulher fique cansada, exausta.
Samantha ainda expõe dados estatísticos sobre às violências cometidas contra à mulher, a precariedade dos vínculos trabalhistas e a falta de valorização do mercado profissional dessa mulher. Clique no bate-papo e ouça mais informações sobre a vulnerabilidade feminina:

Assista a facelive do bate-papo, é só clicar aqui
De acordo à Lei 9.610/1998, que trata sobre os direitos autorais, não é permitido à propagação desta entrevista ou fragmentos, em outros veículos de comunicação, bem como em redes sociais, sem a solicitação de autorização a este veículo de comunicação.
Por Neide Lu – Portal Fala Você Notícias