Em sua Exortação Apostólica ‘Gaudete et Exsultate’, nesta manhã (09), o Papa Francisco dá indicações sobre como viver a santidade – um chamado que é para todos – em um mundo que apresenta tantos desafios à fé. Mas Francisco começa o documento, falando sobre o espírito de alegria.
O Papa estigmatiza aqueles que define como “dois inimigos sutis da santidade”, o “gnosticismo” e “pelagianismo”, duas heresias que surgiram nos primeiros séculos do cristianismo, mas continuam a ser de alarmante atualidade.
O gnosticismo é uma autocelebração de “uma mente sem encarnação, incapaz de tocar a carne sofredora de Cristo nos outros, engessada numa enciclopédia de abstrações”, afirma Francisco.
“O neo-pelagianismo é, segundo Francisco, outro erro gerado pelo gnosticismo. A ser objeto de adoração aqui não é mais a mente humana, mas o “esforço pessoal”, uma vontade sem humildade que “sente-se superior aos outros por cumprir determinadas normas” ou por ser fiel “a um certo estilo católico”.
”A obsessão pela lei”, “o fascínio de exibir conquistas sociais e políticas”, ou “a ostentação no cuidado da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja” são para o Papa, entre outros, alguns traços típicos de cristãos que “não se deixam guiar pelo Espírito no caminho do amor”.
Francisco, por outro lado, lembra que é sempre o dom da graça que ultrapassa “as capacidades da inteligência e as forças da vontade humana”. Às vezes, constata, “complicamos o Evangelho e tornamo-nos escravos de um esquema”.
A lucidez do Papa traz a reflexão para as conturbações políticas por qual passa o povo brasileiro, em meio as nuvens escuras de neo-fundamentalismos, dogmatismo de reacionarismos em alguns meios católicos. Portal Fala Voce
Fonte: vaticannews.va