Justiça decreta prisão preventiva das irmãs que desligaram aparelhos que mantinham irmão vivo no Hospital  Regional de Guanambi

28 de outubro de 2019

Polícia civil investiga se o crime foi por fanatismos religioso. 

Foram apresentadas à Delegacia de polícia de Guanambi na ultima sexta (25), às 21h30, as irmãs Zelita Pereira Neves, 32 anos e Marliete Pereira Neves, 41 anos, pela polícia militar para prestarem depoimento sobre o homicídio de Almiro Pereira Neves, 43 anos, que se encontrava hospitalizado na enfermaria, no leito 33 do Hospital Regional de Guanambi, desde  21 de outubro, com o diagnóstico de hemorragia subaracnóidea e pneumonia aspirativa.

De acordo Dr. Adir Pinheiro, delegado plantonista, “as irmãs participaram de um culto junto a um pastor não identificado e fizeram uma suposta oração para seu irmão que estava hospitalizado no Hospital Regional de Guanambi. Após o culto em sua residência, elas se dirigiram ao HRG, e ainda na porta do Hospital fizeram uma nova oração e se dirigiram até o leito do irmão e desligaram os aparelhos de Almiro que se mantinha vivo. Ele estava internado há alguns dias e era mantido vivo com a ajuda dos aparelhos. Uma das irmãs desligou os aparelhos enquanto a outra esmurrava o tórax desse paciente e segurava a sua cabeça. Elas proferiam palavras que não era inteligíveis como suposta oração”.

O Dr. Adir Pinheiro ainda relata que a testemunha Evanei dos Santos Freire, da rua Dois de Julio, 406, da cidade de Licínio de Almeida-BA, que estava como acompanhante de outro paciente no leito ao lado de Almiro, saiu desesperado dentro do hospital pedindo ajuda as enfermeiras e aos seguranças do hospital, que ao chegar no leito de Almiro o encontraram morto e os aparelhos jogados no chão, e as irmãs proferindo palavras incompreensíveis como uma suposta oração.

As irmãs foram conduzidas pela polícia militar até a delegacia e autuadas em flagrante delito por homicídio doloso e qualificado, sendo as prisões homologadas pelo juiz Dr. Almir Edson Lélis Lima do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.

A Polícia Civil segue no sentido de identificar e localizar o pastor que participou com as irmãs da oração na casa delas e nos instantes antes do crime, para a confirmação de um crime por fanatismo religioso, “porque foi o pastor que supostamente teria ordenado ou induzido as irmãs para libertar o paciente desligando os aparelhos”, diz o delegado Pinheiro. 

A diretora do Hospital Regional de Guanambi, Paula Mello, informou a reportagem do Fala Você Notícias, que foi aberta uma sindicância para rever os protocolos de segurança do hospital, foi proibida a entrada de qualquer  grupo religioso como de costume para fazer orações com os pacientes,  e será permitida a entrada de acompanhante de pacientes e visitas no horário já estipulado com mais rigor ainda do que já existe. O caso foi encaminhado a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia para análise e possíveis mudanças para garantir a segurança dos pacientes. Portal Fala Você

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