Membros do Movimento do Luto à Luta se reuniram nesta quinta (24), às 8h30, no gabinete, com o prefeito de Guanambi, Nilo Coelho, para tratar da inauguração CRAM (Centro de referência de Atendimento à Mulher de Guanambi, e do andamento para implantação do NEAM (Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher) da Polícia Civil em Guanambi.
Em 19 de abril deste ano, membros do Movimento do Luto à Luta, se reuniram com prefeito com a presença do coordenador da 22ª Coorpin, Dr. Clécio Guimarães e do Delegado Titular de Guanambi, Giancarlo Soares, naquele momento houve o acordo com a prefeitura de Guanambi que providenciasse o local para a instalação do NEAM, já que o coordenador da polícia civil, Dr. Clécio, disse que já existia a equipe liberada pela delegada geral da polícia civil, Dra. Heloísa Campos de Brito para trabalhar no órgão. Passaram-se sete meses e o convênio da prefeitura com a Secretaria de Segurança Pública do Governo da Bahia não foi efetivado.
Em conversa com o prefeito Nilo Coelho e com o secretário de governo do município, Marcelo Neves, foi relatado que o termo de convênio que o governo do estado exige é generalizado, que dentre às cláusulas, existe uma, que o município não concorda, que é fornecer alimento às pessoas custodiadas, os seja, alimentação para os presos. Que de acordo o secretário de planejamento do município, Cel. Inácio Lira, presente na reunião, existe cerca de 160 presos e que o município não tem recurso para tal.
Conforme avaliação do prefeito Nilo Coelho, o convênio para a implantação do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (NEAM), deverá ser específico e não para um termo de convênio generalista.
De acordo os Membros do Movimento do Luto à Luta, Neide Lu, Quésia Malheiros, Silvio Teixeira Castro Júnior, Gleici Santana, representante da vereadora Míria Paes e a advogada Deboráh Marques, representante do Observatório da UniFG, eles iriam buscar os representantes do governo do estado local para resolver o impasse da instalação do NEAM. Foi analisado também, porquê não a instalação da Delegacia Especializada da Mulher (DEAM) ao invés do NEAM.

Nilo Coelho, Cel. Inácio Lira, Quésia Malheiros, Silvio Junior, Gleici Santana, Deboráh Marques e Neide Lu.
O Movimento também solicitou do prefeito Nilo Coelho, a possível inauguração do CRAM no dia 12 de dezembro, dia em que completa um ano de morte do brutal assassinato de Alcione Malheiros e Ana Júlia, nomes que foram indicados pela vereadora Maria Silvia Lilia, através de projeto de lei nominando o órgão.
No mesmo dia e hora da reunião, o vereador Paulo Costa, também membro do Movimento, se encontrava em Salvador na Secretaria de Políticas para as Mulheres para viabilizar as pendências dos equipamentos e o carro, existentes, para que haja a inauguração do CRAM.
Qual a finalidade do Movimento do Luto à Luta?
O Movimento “Do Luto à Luta” tem buscado, por meio de reuniões lideradas por representantes da rede de combate a violência contra à mulher, em parceria com o setor educacional, a efetivação da disciplina Educação e gênero na rede educacional de Guanambi, pública e privada, ensino básico e universidades, que vise a desconstrução da cultura do machismo estrutural. Bem como, a implantação do CRAM (Centro de Referência ao Atendimento à Mulher), instalação de um serviço de apoio às mulheres e famílias vítimas de violência; a construção do mapa da violência contra as mulheres em Guanambi e região pelo Observatório UniFG do Semiárido Nordestino – OFGSN; a implantação do NEAM e a implantação da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) pelo governo do estado da Bahia.
Como surgiu o Movimento
O Movimento Do Luto à Luta é constituído por familiares de Alcione e Ana Júlia, Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Observatório UniFG do Semiárido Nordestino – OFGSN, igrejas e sociedade civil.
Órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Guanambi
Procuradoria da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher –CMDDM, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Ministério Público, Delegacia de Polícia de Guanambi, Defensoria Pública da Bahia, 17º Batalhão de Polícia Militar da Bahia, Centro Integrado de Comunicação – CICOM 190, Ronda Maria da Penha PM, Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social, CREAS, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Instituto Médico Legal, Justiça Vara Crime, Hospital Geral de Guanambi, UPA 24 horas, Uneb, UniFG, Unopar, escolas particulares e igrejas.
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias