Dando continuidade a sensibilização dos representantes de órgãos, instituições e redes de proteção à mulher, o Movimento do Luto à Luta de Guanambi, nesta terça-feira, 29, às 14h, através de Quésia Malheiros, irmã e tia das vítimas do duplo homicídio, Neide Lu, jornalista, Deboráh Marques, advogada, professora UniFG e coordenadora do Observatório, Aline Ladeia, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Maria Silvia Lilia, vereadora vice-presidente da Câmara de vereadores e Gleici Santana da Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores, se reuniram com o diretor da instituição educacional Ânima/UniFG, Igor Leon, e com o coordenador do Observatório UniFG do Semiárido Nordestino – OFGSN, Carlos Magno, para apresentação do Movimento do Luto à Luta (origem, ações e finalidade) e buscar parceria no intuito de fortalecer as ações de combate à violência contra a mulher instituindo uma cultura de paz.
Dentre os objetivos do Movimento fazem parte a ativação da rede educacional privada e pública das séries iniciais ao ensino superior para implantação da disciplina educação e gênero, que combata o machismo e a violência doméstica e a construção do mapa da violência na cidade e região, pontos principais discutidos com o diretor para implantação na UniFG.
O diretor Igor Leon, disse que dentro do ecossistema Ânima existe um grande movimento chamado Plurais que trabalha a adversidade como um todo, que contempla o questão da mulher e o empoderamento feminino. “De imediato à instituição já pode atrelar o trabalho da assessoria de imprensa ao trabalho que é feito ao observatório (que é construir o Mapa da Violência), para dar transparência nos dados. No primeiro momento pode trabalhar com o NPJ (Núcleo de Apoio Jurídico), dando acolhimento nas questões jurídicas, apoio do curso de psicologia para atender às vítimas, trabalhar em cursos às unidades curriculares que giram em torno do assunto, já no semestre, ou seja, pautas que já vem sendo trabalhada pelo Movimento, a exemplo dos cursos de direito envolvendo toda comunidade acadêmica”, já sinalizou o diretor.
Leon também disponibilizou a professora Jancleide Texeira Goes do Projeto Ânima Plurais, para trabalhar com pautas de diversidades, podendo participar de algum momento das discussões do Movimento e trabalhar com a comunidade em evento programado.
Carlos Magno, coordenador do Observatório Unifg, sugeriu o acompanhamento mensal da violência contra à mulher através do Mapa da Violência que será construído em parceria com demais instituições de denúncias de violência contra à mulher, acompanhando a realidade.
O que pretende o Movimento
O Movimento do Luto à Luta está empenhado em esclarecer o assassinato de Alcione Malheiros e Ana Júlia, também nas implantações da Delegacia Especial da Mulher (DEAM), do CRAM (Centro de Referência ao Atendimento à Mulher), do NAM (Núcleo de Apoio à Mulher), de uma casa de acolhimento às mulheres vítimas de violência, e em promover o engajamento de toda rede para acolher às mulheres vítimas de violência e um serviço de apoio às famílias vítimas de violência.
Constituição do Movimento
O Movimento Do Luto à Luta é constituído por familiares de Alcione e Ana Júlia, Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, representantes religiosos e de instituições e populares.
Órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Guanambi
Procuradoria da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher –CMDDM, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Ministério Público, Delegacia de Polícia de Guanambi, Defensoria Pública da Bahia, 17º Batalhão de Polícia Militar da Bahia, Centro Integrado de Comunicação – CICOM 190, Ronda Maria da Penha PM, Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social, CREAS, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Instituto Médico Legal, Justiça Vara Crime, Hospital Geral de Guanambi, UPA 24 horas, Uneb, UniFG, Unopar, escolas particulares e igrejas.
Denúncias anônimas de abuso e violência contra à mulher entre em contato:
Zap Respeita as Minas: Orientações, informações, denúncia sobre violência doméstica e muito mais. É só acionar (71) 3117-2815 e entrar em contato.
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
CICOM (Centro Integrado de Comunicação ) Polícia Militar – 190
Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi – (77) 3451-3626 (Gabinete Vereadora Míria Paes)
Zap da Procuradoria da Câmara de Guanambi – 77 9.9998-1564
Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi – (77) 3451-1994.
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias