O Movimento do Luto à Luta de Guanambi, nesta sexta-feira, 18, às 10h, se reuniu com o presidente da OAB – Subseção Guanambi, Dr. Edvard Castro Junior, pedindo o empenho do órgão junto ao Desembargador Nilson Soares Castelo Branco, presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), para nomear um juiz permanente para a vara crime de Guanambi. O objetivo da solicitação é dar mais celeridade aos tramites do processo do assassinato de Alcione Malheiros e Ana Júlia, bem como demais processos de crime contra às mulheres em Guanambi que não foram julgados.
A vara crime atualmente conta com o juiz substituto, Dr. Antônio Nascimento do Espirito Santo, da comarca de Brumado.
Dr. Edvard Castro Junior, disse “que a OAB Guanambi fará o pedido ao desembargador, e ainda sinalizou para os membros do Movimento que buscasse os representantes políticos estaduais para fazer o mesmo pedido ao Tribunal de Justiça”.
O presidente da OAB também pontuou a promoção de um seminário que trate da visão multifatorial cultural sobre à violência contra à mulher, que pode ser realizado pela OAB em parceria com instituições universitárias.

O Movimento do Luto à Luta estava representado por familiares das vítimas do homicídio duplo, Késia Malheiros e Elineide Malheiros, pela procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi, Gleici Santana, a vice-presidente da Câmara de Vereadores, vereadora Maria Silvia Lilia, a pastora da Igreja Batista Sião, Norma Angélica e Iracema Barbosa, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, Aline Ladeia e a representante do Observatório da UniFG do Semiárido Nordestino – OFGSN, Deboráh Marques, advogada e o advogado criminalista, Dr. Alcir dos Santos Rocha.
Andamento do processo
Devido a vara crime de Guanambi está com um juiz substituto que acumula processos de várias comarcas tem ocorrido uma demora muito grande em agilizar a investigação das provas que fazem parte do processo e são necessárias, a exemplo da reconstituição do crime e depoimentos. Já se passaram 60 dias do assassinato e ainda o processo está esperando a manifestação do advogado defensor do acusado (autor do crime).
O que pretende o Movimento?
O Movimento do Luto à Luta, tem atuado através de reuniões com representantes da rede de combate à violência contra à mulher; se mobilizado junto ao setor educacional para implantação de um sistema de humanização dentro das escolas públicas e particulares das séries iniciais até o ensino superior para a desconstrução do machismo estrutural; a implantação do CRAM (Centro de Referência ao Atendimento à Mulher); a implantação de um serviço de apoio às mulheres e famílias vítimas de violência; construção do mapa da violência em Guanambi e região contra às mulheres; implantação da DEAM (Delegacia Especializada da Mulher) pelo governo do Estado da Bahia.
Constituição do Movimento
O Movimento do Luto à Luta é constituído por familiares de Alcione e Ana Júlia, Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Guanambi, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher, Ronda Maria da Penha, Polícia Militar, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – OAB Guanambi, representantes religiosos e populares.
Edição: Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias