Pouco menos de dois meses após o episódio em que um PM foi morto após ter um surto e realizar disparos de fuzil em frente ao Farol da Barra, a corporação busca dar um novo entendimento para a questão da saúde mental das tropas do estado.
Em entrevista para o programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM (103.9), o comandante geral da Polícia Militar, Cel. Paulo Coutinho, afirmou que após o episódio, a corporação tem buscado quebrar paradigmas e promover um ambiente saudável e com maior acompanhamento psicológico para seu quadro.
“Essa é uma política nossa de recursos humanos pois entendemos que para prestar uma segurança pública de qualidade, precisamos olhar também para nosso público interno. E o governador também sente isso. Temos contratado psicólogos para fazer o acompanhamento psicológico da nossa tropa. Tivemos um reforço de 20 profissionais em todo o estado e hoje a tropa tem acesso direto a uma avaliação caso se faça necessária. Queremos criar uma cultura institucional de acompanhamento para fazer a prevenção de qualquer situação dessa natureza”, afirmou.
De acordo com Coutinho, campanhas internas tem sido feitas para conscientizar os soldados da importância de fazer um acompanhamento e as medidas serão incluidas já nos exames admissionais para novos quadros, já autorizado pelo governador e que prevê a formação de 1000 soldados no segundo semestre.
“Esse é um paradigma que nós estamos quebrando. A questão da saúde mental é um problema muito contemporâneo na nossa sociedade e os policiais militares estão incluidos nesse processo. Então nós temos feito campanhas internas para levar esse atendimento para quem precisa”.
A Tarde