Psicóloga Maria de Lourdes apresenta sugestão de filme que retrata a ressignificação familiar

19 de fevereiro de 2022

Para aquecer o nosso final de semana, o Fala Você desta sexta-feira (18) contou com a participação especial da psicóloga Maria de Lourdes, que veio nos dar mais uma dica de filme, e, a sugestão de hoje é a do filme “O violino do meu pai”.

De acordo com ela, trata-se de um filme do gênero drama, que conta a história de dois irmãos que se afastaram por 32 anos e que, após um deles ter recebido um diagnóstico de uma doença terminal, necessitou da ajuda do irmão que estava bem de saúde para cuidar da sua filha de oito anos após sua morte, fazendo com que esta nova reconfiguração familiar abrisse antigas feridas do passado.

Dessa forma, Maria de Lourdes contextualiza que o filme gira em torno de uma criança que irá reivindicar o amor e o carinho de um adulto que é desconhecido por ela e que, além disso, a rejeita apesar de ter um vínculo sanguíneo, ou seja, o tio.

Sendo que a narrativa aborda aspectos importantes das relações humanas como a vulnerabilidade social, doenças terminais, o processo de luto, rompimentos familiares, rancor, sentimentos de abandono, tristeza e também de amor. Bem como, aprendizados e ressignificações.

Para além destes fatores mencionados, o filme também retratará o vínculo do amor do pai doente para com a filha e também dos integrantes da banda, uma vez que o pai é um violinista que fazia shows na rua e a filha era responsável por arrecadar o dinheiro. Sendo assim, quando o pai morre, os amigos tentam adotar a menina, mas não conseguem por não serem parentes sanguíneos.

E ainda discute questões em torno da utilização do trabalho como transferência para esconder as fragilidades emocionais, realidade vivida pelo tio da garotinha que perdeu o pai, assim como, a incompetência emocional dele em ressignificar as feridas do passado e de acolher o símbolo de afeto do irmão representado pela sobrinha. Retrata também o processo de elaboração do luto vivenciado pela criança por meio de fugas, resistências e questões superficiais ao se sentir desorganizada emocionalmente, algo perceptível nas cenas em que ela foge para o cemitério onde o pai está enterrado na tentativa de se sentir acolhida. E o foco da narrativa citada é mostrar a transição que a sobrinha provocou na vida do tio.

Segundo Maria de Lourdes, o filme está disponível na Netflix e a classificação de idade é a partir de 12 anos. E ainda argumenta que nos convida a fazer reflexões acerca de questões complexas e delicadas da vida e, sobretudo, a respeito do quanto episódios que ocorrem na nossa infância influenciam em nossa vida adulta. Sendo este, uma sugestão de filme que nos transporta para juntos dos personagens, nos convidando a chorar e se emocionar.

 

Edição: Dani Rodrigues e Neide Lu (MTBE 6466), Portal Fala Você Notícias

 

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