Desde o início do ano em Salvador, temporariamente instalada em um apartamento na Avenida Professor Pinto de Aguiar, defronte ao Estádio Metropolitano Governador Roberto Santos, a artista plástica Rose Fernandes não dá trégua com os pincéis.
Rose foi a Salvador para mais uma exposição de sua obra, na Casa do Comércio e na Assembleia Legislativa do Estado, entre janeiro e março. Terminadas as duas mostras, a artista foi atingida pelas medidas do isolamento social. Devido à quarentena, tanto na capital do Estado quanto em Guanambi, ela decidiu permanecer em Salvador. “Sempre levo meu cavalete portátil, tela, tinta e pincéis aonde vou, assim minha produção é constante”, disse a artista.
Rose evita falar em números, mas sabe-se que ela tem pintado retratos e quadros sob encomenda e outras telas que somam mais de uma dezena de trabalhos até agora. “A quarentena não alterou meu ritmo de trabalho, já faço isso todo tempo; vivo no atelier.”
Rose Fernandes costuma falar que seu trabalho é onde ela estiver. “Eu me adapto fácil, posso pintar em todo lugar; tanto no atelier quanto ao ar livre. Já pintei na praia, no campo e no atelier, em Guanambi; também já pintei na rua, no palco e ao vivo, em cidades como Salvador, Paris, e outras, da Alemanha.”
A artista não minimiza “este momento delicado para todo mundo”. Na sua avaliação, trata-se de uma situação difícil, que envolve o Planeta, e que “é preciso exercitar a fé e ter esperanças, porque tudo passa, e orar, pedir a Deus para que Ele tenha misericórdia de nós, pois o momento é de dor e envolve vidas, e essa parte é das mais difíceis de enfrentar”.
Otimista e crente, Rose Fernandes ensina: “Nós artistas temos nossa missão, de levar esperança e paz através das cores. É o que busco fazer, procurando manter o emocional equilibrado, para enfrentar as adversidades, e a pintura ajuda manter esse equilíbrio.”
