No mês de setembro é adotada a cor Amarela para colorir o movimento mundial que conscientiza a população sobre a realidade do suicídio e mostrar que existe prevenção em mais de 90% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde. O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata um brasileiro a cada 40 minutos e uma pessoa a cada 40 segundos em todo o mundo.
O 17º Batalhão de Polícia Militar em parceria com o curso de psicologia do Centro Universitário UNIFG, conversa e acolhe seus policiais e familiares, visando minimizar os sintomas e a pressão existente na profissão.
O Cel. Arthur Mascarenhas, comandante do 17º BPM, considera “que todo apoio para o equilíbrio psicológico dos policiais é importante, porque são eles que colocam suas vidas em risco em prol da vida da comunidade”.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de óbitos autoprovocados é significativamente maior que aqueles causados por homicídio: 800 mil por ano, contra 470 mil. São mortes prematuras que poderiam ser evitadas porque é possível preveni-las e não faltam ferramentas para isso. Contudo, as taxas continuam avançando, especialmente em países pobres e em desenvolvimento. Para especialistas, esse fenômeno complexo, que exige abordagens em múltiplas frentes, só poderá ser efetivamente enfrentado quando se derrubar o preconceito contra doenças mentais.
Dados da pesquisa do GEPeSP feita no estado do Rio de Janeiro, foram revelados pela BBC Brasil em agosto de 2015: de 224 policiais militares entrevistados, 10% disseram ter tentado suicídio e 22% afirmaram ter pensado em suicídio em algum momento. Em contrapartida, 68% disseram nunca ter tentado nem pensado em se matar.
A pesquisa traz números e relatos dramáticos do suicídio de policiais, investigando seus possíveis fatores – diretamente associados a problemas como falta de reconhecimento profissional, maus-tratos e quadros depressivos. Outra queixa frequente é a transferência, para a família, de relações violentas comuns no quartel.
Com informações do BBC / Portal Fala Voce